Max ficou um tempo paralisado e, simplesmente não sabia o que fazer. O telefone também silenciou, então Dona Isabel levantou-se enxugando suas lágrimas e perguntou:
- Quem é, Max?
- Meu pai. – logo ele respondeu.
- O quê?
Dona Isabel ranca o telefone da mão de Max...
- Alô?
Infelizmente, já não havia ninguém na linha. Dona Isabel, que há pouco tempo acabara de sair de um grande dilema, já se encontrava numa situação muito difícil.
- Acho que já é a hora, não é mãe? – Max interrogou seriamente a Dona Isabel.
- Filho, eu ainda não me sinto preparada pra falar dele.
- Por favor, mãe. Eu tenho todo o direito de saber.
- Desculpa, filho! Prometo que quando eu me sentir preparada eu vou conversar com você sobre isso.
- Espero que não seja tarde demais.
Max retornou ao seu quarto, convencido de que não sairia mais pra resolver seu problema com Raquel, afinal, seu rosto estava hiperinchado e ele não se sentia nem um pouco apresentável a essa hora.
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- Alô?- Luciana atende ao telefone ansiosa.
- Oi lu. Meu trabalho já ta concluído. A escola inteira já está sabendo da nova!
- Bruno! Eu falei que não era pra você contar pra ninguém!
- E eu entendi o seu recado! Agora deixa eu desligar pois estou atrasado para a academia. Beijão!
- Tchau!
Após desligar o telefone, Luciana deu saltos e gargalhadas, estava hiper-satisfeita com a eficiência de Bruno, o fofoqueiro-mor, da escola. Logo pegou o celular e ligou pro seu namorado, pra confirmar o encontro de logo mais:
- Alo, Rafael...
- Fala minha luz.
- Ah... Amor, eu adoro quando você me chama assim!
- Não há outro apelido que caia melhor, só você ilumina meus dias.
- Nossa! Eu sou tão boa assim ou é o seu dia que tá péssimo?
- Poxa amor! Eu to te elogiando...
- Desculpa! Não vou estragar o momento... Olha só! Tá confirmado pra mais tarde né?
- Mais tarde?
- É Rafael! Você prometeu que me levaria pra ver aquele filme novo em 3D!
- Ih! Desculpa amor, eu tinha me esquecido! Eu to todo enrolado aqui no trabalho...
- Ah... Não quero saber! Você prometeu. Tem que ser homem de palavra!
- Ta bom, então! Mas vou me atrasar... viu?
- Quero você aqui às oito!
- Ok! Vou tentar.
- Tentar não. Você vai conseguir.
- Tá... Beijo amor.
- Tchau.
Luciana está quase soltando fumaça pelos ouvidos. Como Rafael podia ter esquecido? Estava tudo tão certo! Os homens realmente são todos iguais!
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- É gata! Infelizmente, não vai dar pra gente terminar hoje! – Rafael se desculpou com Carla, vestindo a calça.
- Ah... Mas por quê? Ta tão bom! – Ela começa a agarrá-lo novamente.
- Eu tinha esquecido do compromisso com a Luciana. Não deu pra desmarcar.
- Ah! Eu não aguento mais essa garota atrapalhando minha vida. Você namora com ela e eu não atrapalho em nada. Fico na minha... gatinha... quietinha... E ela sempre me empatando!
- Mas fica tranquila. Eu te ligo. Ah... e vou te recompensar pelo que não deu pra gente terminar hoje!
- Assim eu espero!
Ambos vestidos, pediram a conta do Motel e zarparam de carro, afinal, Rafael não tinha muito tempo.
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Sr. Luis chegou em casa ainda um pouco anestesiado com toda aquela situação, mas feliz por ter conseguido manter sua integridade. Logo Gilda correu ao seu encontro para recebê-lo. Mas quando chegou de frente a ele...
- Luis... você está bem? Está suando.
- Que nada! To bem sim. Pode ficar tranquila, amor.
- Tem certeza?
- Eu já falei que te amo hoje?
Logo ela se perde em seus braços, e ele demonstra seu amor por ela com beijos apaixonadíssimos. Mas logo ela o interrompe:
- Amor... eu preciso conversar com você.
- Fala, meu bem.
- Eu estava pensando... bom, já que eu não posso te dar um filho... e...
- Gil, nós já conversamos sobre isso. Eu te amo e isso que importa.
- Mas eu vejo como você gosta de crianças, e o brilho nos seus olhos toda vez que você fala de algum aluno do Alvez Prado...
- Gil...
- Eu não quero te privar de um sonho seu.
- Os meus sonhos são os seus sonhos...
- O meu sonho é te ver feliz com seus filhos.
- Eu nunca serei feliz sem você.
- E eu nunca serei feliz, sabendo que você não pode ter esse presente tão natural. – E começou a chorar.
- Mas Gil, eu não pedi nada a você! Por que você se pune tanto?
- Luís, você não precisa falar. É nítido. O que custa? Tudo bem... se você não quer adotar uma criança. Eu insisto que você engravide outra mulher.
- Mas... Você ficou maluca???
- Luís, tudo bem... Agente conversa com alguém, com o nosso consentimento... Pode ser por inseminação artificial ou até mesmo da maneira natural se você quiser! Eu vou entender...
- Eu não quero ouvir mais UMA palavra da sua boca! Você está me ouvindo?
- Desculpa! – ela abraça ele chorando.
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Max pega o telefone e liga pra Fabíola:
- Fabi?
- Oi Max! Fala ae.
- Olha, eu só queria pedir desulpas por tudo o que aconteceu. Apesar de eu também não estar entendendo nada direito. Eu não queria que você se prejudicasse por minha culpa.
- Max! Você não tem culpa! Não precisa se desculpar... Eu tenho certeza de que é a Raquel que está por trás de tudo isso. E ela vai pagar caro por cada atitude.
- Disso eu não tenho dúvida. Eu ia na casa dela, mas acabou acontecendo algumas coisas aqui em casa que me impediram. Afinal, foi exatamente por isso que eu te liguei. Estou precisando muito de um amigo agora. E como eu sei que você sempre esteve do meu lado...
- Ah Max! Assim eu vou acabar chorando.
- Sério! Desde antes de nós terminarmos, você já vinha abrindo meus olhos pra todas as ruindades dela.
- É que eu sempre quis ver você feliz. Eu não quis que você se decepcionasse!
- Eu sei. Por isso eu sei que posso contar com você.
Max contou pra Fabíola tudo o que havia acontecido, desde sua mãe, até o misterioso telefonema. Desligando o telefone, Fabíola logo voltou ao seu plano maléfico no computador.
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Bruno já ia entrando na academia, quando viu passar o carro de Rafael correndo com Carla no banco do carona.
- Eu não acredito! – Ele exclamou surpreso – A caça-cornos usa chapéu de chifre!? Não é possível. Mas essa eu vou guardar só pra mim... Tenho certeza de que vai ter uma hora certa pra eu usar...
+
Raquel estava relaxando num demorado banho em sua banheira após a maravilhosa lasanha que sua mãe tinha feito. Feliz por tudo estar indo exatamente como planejara. Em breve ela estaria com Max de volta e Bruno finalmente com a amada Fabíola.
O telefone começa a todar na sala...
- Mãe! Atende o telefone aí! Estou tomando banho...
- Tá bom, já peguei... Alô?
- Cris, eu aceito ir naquele doutor que você me falou. – Do outro lado Dona Isabel havia se convencido, finalmente, a tratar-se psicologicamente.
- Que bom, Isabel! Pensou bem?
- Pensei sim. Aconteceu uma coisa horrível hoje! O Max viu que eu me corto.
- Você se corta?
- Sim... Mas não quero mais. Aceito sua ajuda.
- Que bom! Vou passar aí agora mesmo pra gente conversar melhor.
- Não, Cris! Não precisa ser agora. Não estou nada apresentável.
- Você quer que eu te passe o telefone do Doutor então?
- Acho que eu não vou conseguir falar com ele.
- Tá bom, mulher difícil, então eu ligo pra ele e marco sua consulta.
- Obrigado.
- De nada.
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57... 58... 59... A campainha de Luciana toca exatamente na hora marcada. Era Rafael.
- Parabéns, chegou bem na hora!
- Você não imagina o quanto eu corri pra conseguir isso!
- Que bom... Deixa eu pegar minha bolsa.
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Dona Rita chegou em casa desolada. Paulo estava trancado em seu escritório vidrado na frente do computador.
Ela bateu na porta, e ele mandou ela voltar outra hora.
Na verdade, ela já não sabia mais o que fazer quando se tratava de Paulo. Então teve uma idéia. Vestiu uma lingerie e falou da porta:
- Paulo! Vem cá, vem! Eu estou só de lingerie.
- Então veste uma roupa, criatura! Você tá velha, vai acabar pegando um resfriado.
- Já chega! Eu estou farta dessa situação!
Então Rita teve uma idéia muito mais sensacional do que a anterior...

7 de agosto de 2010 às 06:06
Então veste uma roupa, criatura! Você tá velha, vai acabar pegando um resfriado.
Incrivel como as pessoas são sensiveiis !